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titulo: "Saúde e Primeiros Socorros — Guia Completo"
categoria: saude
tags: [survival, saude, primeiros-socorros, medicina-natural, emergencia, RCP, plantas-medicinais]
prioridade: alta
status: rascunho
atualizado: 2026-08-02
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# Saúde e Primeiros Socorros — Guia Completo

## Visão Geral

Em uma situação de colapso de infraestrutura, desastre natural ou isolamento prolongado, o acesso a serviços médicos pode desaparecer em horas. A diferença entre a vida e a morte, ou entre uma recuperação completa e uma incapacidade permanente, frequentemente se resume ao conhecimento de **primeiros socorros imediatos** e à capacidade de diagnosticar e tratar condições comuns com recursos limitados.

A região de Porto Alegre (RS) apresenta riscos específicos que este guia aborda em profundidade: **enchentes e leptospirose** (endêmica na região metropolitana), **acidentes ofídicos** (jararaca é a serpente peçonhenta mais comum do Sul), **picadas de aranha-marrom** (*Loxosceles*, muito frequente em áreas urbanas do RS), **dengue** (Aedes aegypti presente em todas as regiões do estado), **hipotermia** (invernos com mínimas de 0–5°C, agravada pela umidade), e **doenças respiratórias sazonais** (variação brusca de temperatura típica do clima subtropical).

Este guia está organizado do mais urgente ao mais crônico: começa com protocolos de emergência que salvam vidas em minutos (RCP, hemorragia, choque), passa por ferimentos e doenças comuns, e termina com farmacopeia natural e plantas medicinais disponíveis regionalmente. **Nenhuma técnica aqui descrita requer equipamento hospitalar ou medicamentos controlados**, embora muitos procedimentos sejam significativamente mais eficazes com um kit básico bem montado.

> ⚠️ **Aviso fundamental:** Este material é um guia de emergência para situações SEM acesso a cuidados médicos profissionais. Ele NÃO substitui um médico, enfermeiro ou socorrista treinado. Se houver QUALQUER possibilidade de buscar atendimento profissional, faça-o. Erros de diagnóstico e tratamento podem matar ou causar danos permanentes.

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## 1. ABC do Trauma — Avaliação Primária

Em toda emergência, siga esta ordem rigorosa. Corrigir cada etapa antes de passar à seguinte.

### A — Vias Aéreas (Airway)
- A vítima fala ou chora? → Via aérea pérvia.
- Se inconsciente: **chin lift** (elevação do queixo) ou **jaw thrust** (tração da mandíbula, se suspeita de lesão cervical).
- Remova corpos estranhos visíveis da boca com os dedos (use luva ou pano).
- ⚠️ Em trauma, **NUNCA** hiperestenda o pescoço — risco de lesão medular.

### B — Respiração (Breathing)
- **VOS:** Ver, Ouvir, Sentir. Aproxime seu rosto da boca da vítima.
- Frequência normal: 12–20 respirações/min (adulto).
- Se não respira → **2 ventilações de resgate** (1 segundo cada, veja selo torácico subir).
- Se ventilações não entram → reposicione via aérea. Se ainda assim não entram → obstrução por corpo estranho → manobra de Heimlich.

### C — Circulação (Circulation)
- Verifique pulso carotídeo (pescoço): 5–10 segundos.
- Se sem pulso → **RCP imediata** (ver seção 2).
- **Hemorragia externa grave:** pressão direta + torniquete se necessário (ver seção 3).
- Sinais de choque: pele pálida, fria, pegajosa; pulso rápido e fino (>100 bpm); respiração rápida; confusão mental.

### D — Neurológico (Disability)
- Escala AVDI: **A**lerta / responde a **V**erbal / responde a **D**or / **I**nconsciente.
- Pupilas: tamanho, simetria, reação à luz.

### E — Exposição (Exposure)
- Exponha o corpo para procurar lesões ocultas (mas proteja contra hipotermia — cubra após exame).

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## 2. RCP — Ressuscitação Cardiopulmonar

> ⚠️ A RCP é para vítimas **inconscientes, SEM respiração E SEM pulso**. Nunca faça RCP em alguém que tem pulso.

**Adulto (protocolo leigo, somente compressão, ou 30:2 se treinado):**

1. Posicione a vítima de costas em superfície rígida (chão).
2. Ajoelhe-se ao lado. Coloque a base de uma mão no **centro do peito** (metade inferior do esterno, entre os mamilos). A outra mão sobre a primeira, dedos entrelaçados.
3. Braços estendidos, ombros alinhados sobre as mãos. Comprima o tórax **5–6 cm** de profundidade.
4. Frequência: **100–120 compressões/minuto** (ritmo da música "Stayin' Alive").
5. Permita o retorno completo do tórax entre compressões.
6. Se treinado e disposto: 30 compressões, depois 2 ventilações (vede nariz, sopre na boca por 1 segundo). Se não quiser ventilar, faça **apenas compressões contínuas** — é muito melhor que nada.
7. **NÃO PARE** até: a vítima reagir, socorro chegar, ou você estiver exausto.
8. Se um DEA (desfibrilador) estiver disponível: ligue e siga as instruções de voz.

**Criança (1 ano à puberdade):**
- Use 1 ou 2 mãos (dependendo do tamanho). Profundidade: ~5 cm.
- Relação 30:2 (1 socorrista) ou 15:2 (2 socorristas).

**Bebê (<1 ano):**
- Use 2 dedos no centro do peito (logo abaixo da linha dos mamilos). Profundidade: ~4 cm.
- Ventilações: cubra boca E nariz do bebê com sua boca. Sopros SUAVES (bochechas, não pulmões cheios).
- Relação 30:2 (1 socorrista) ou 15:2 (2 socorristas).

> ⚠️ **Quando NÃO iniciar RCP:** lesões incompatíveis com a vida (decapitação, esmagamento craniano), rigor mortis (rigidez cadavérica), livores de decúbito (manchas roxas nas partes baixas do corpo), ordem de não reanimar válida.

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## 3. Controle de Hemorragias

### 3.1 Hemorragia externa — Escala de controle

| Nível | Técnica | Quando usar |
|---|---|---|
| 1 | **Pressão direta** | Sempre o primeiro passo. Comprima o ferimento com pano limpo/ gaze. Mantenha por 10–15 min sem soltar para verificar. |
| 2 | **Elevação** | Eleve o membro acima do nível do coração (se não houver fratura). |
| 3 | **Ponto de pressão arterial** | Artéria braquial (face interna do braço) ou femoral (virilha). Comprima contra o osso. |
| 4 | **Torniquete** | Último recurso, apenas em membros, apenas se hemorragia é INCONTROLÁVEL e risco de morte é iminente. |

### 3.2 Torniquete — Como fazer corretamente

> ⚠️ Um torniquete mal aplicado pode causar a perda do membro. Só use se a hemorragia for incontrolável por pressão direta e o risco de morte por choque hemorrágico for maior que o risco de perder o membro.

1. Use material LARGO (5–8 cm): cinto, bandagem triangular dobrada, tira de pano. **NUNCA** use fio, corda fina, arame — cortam a pele e danificam nervos.
2. Aplique **5–8 cm ACIMA** do ferimento (entre o ferimento e o coração). NUNCA sobre uma articulação.
3. Faça um nó simples. Coloque um bastão rígido (caneta, graveto) sobre o nó. Faça outro nó sobre o bastão.
4. Gire o bastão até o sangramento PARAR COMPLETAMENTE. Isso dói intensamente — é esperado.
5. Trave o bastão (amarre ao membro ou prenda com fita/atadura).
6. **ANOTE O HORÁRIO** de aplicação na testa da vítima ou em fita no torniquete.
7. **NÃO afrouxe** o torniquete. Isso é responsabilidade de um médico. Afrouxar um torniquete velho libera toxinas da isquemia para a circulação, podendo causar parada cardíaca.
8. O tempo máximo "seguro" é ~2 horas. Após 4–6 horas, a perda do membro é quase certa.

### 3.3 Hemorragia interna — Sinais de alerta

- Hematoma/equimose abdominal ou torácica em expansão
- Abdômen rígido (em tábua) e doloroso após trauma
- Sangue na urina, fezes escurecidas (melena), vômito com sangue (hematêmese) ou "borra de café"
- Sinais de choque SEM hemorragia externa visível
- **Conduta:** deitar a vítima, elevar pernas (posição de Trendelenburg, se não houver suspeita de fratura pélvica), manter aquecida, **NÃO** dar líquidos por via oral. Evacuar para recurso médico com máxima urgência.

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## 4. Ferimentos, Curativos e Sutura

### 4.1 Limpeza de ferimentos

1. Lave as mãos (água limpa + sabão; ver [[03_agua]]).
2. Irrigue o ferimento com **água limpa em pressão** (seringa de 20 mL sem agulha, ou garrafa furada na tampa, ou bule). Mínimo 200–500 mL para ferimento pequeno, 1 L para grande.
3. Remova sujeira, fragmentos e corpos estranhos com pinça limpa (fervida ou flambada em álcool).
4. **NÃO** use álcool, água oxigenada ou iodo DENTRO do ferimento — danificam tecido sadio e retardam a cicatrização. Use-os apenas na pele AO REDOR do ferimento.
5. Aplique antisséptico tópico (povidona-iodo tópico diluído, mel grau medicinal se disponível — o mel é bactericida natural).
6. Cubra com gaze limpa ou pano limpo fervido e seco. Fixe com fita ou tiras de pano.

### 4.2 Quando e como suturar

> ⚠️ Suturar é um procedimento invasivo. Só suture se:
> - O ferimento tem mais de 12 horas? → **NÃO suture** (risco de infecção trancada; deixe cicatrizar por segunda intenção, aberto).
> - O ferimento é profundo (atinge músculo ou gordura amarela)?
> - As bordas não se aproximam naturalmente?
> - É em área de tensão/movimento (joelhos, cotovelos, mãos)?

**Procedimento de sutura simples (pontos separados):**
1. Limpeza rigorosa do ferimento (etapa MAIS importante).
2. Anestesia se disponível (lidocaína 1–2% SEM vasoconstritor em extremidades/dedos — ⚠️ adrenalina em artérias terminais causa necrose).
3. Fio de sutura: mononylon ou polipropileno são ideais. Na ausência: fio de cabelo humano fervido, linha de pesca fina estéril (fervida 15 min + álcool), fio de algodão fervido (não ideal, absorve bactérias).
4. Agulha: agulha de costura curva (a mais fácil de manusear), flambada e resfriada.
5. Técnica: entrada perpendicular à pele, passe pela base do ferimento, saia perpendicular do outro lado. Distância entre pontos: ~0,5–1 cm. Distância da borda: ~0,5 cm.
6. Nó: cirúrgico (duas voltas no primeiro laço, uma no sentido contrário no segundo — aperte firme mas não demasiado; se a pele ficar branca, está muito apertado).
7. Cubra com curativo seco.
8. **Retirada dos pontos:** face = 5 dias, couro cabeludo = 7 dias, tronco = 7–10 dias, membros = 10–14 dias.

### 4.3 Curativo com mel (antibacteriano natural)

O mel não diluído cria uma barreira osmótica que mata bactérias (efeito antibacteriano documentado cientificamente). Aplique diretamente no ferimento limpo, cubra com gaze. Troque a cada 12–24 horas. Ideal para queimaduras e feridas crônicas. ⚠️ Mel industrializado pode conter esporos de *Clostridium botulinum* — não use em bebês <1 ano. Mel puro e não pasteurizado é preferível.

### 4.4 Curativo oclusivo para ferimento torácico (pneumotórax aberto)

Ferimento no peito que "suga" ar → ar entra na cavidade torácica → pulmão colapsa.
1. Cubra o ferimento com material impermeável (plástico, embalagem, folha de caderno encerada).
2. Fixe **apenas 3 lados** com fita/atadura. O 4º lado fica solto, funcionando como válvula: o ar SAI do tórax, mas NÃO ENTRA.
3. Se a vítima piorar a respiração após selar, remova o selo imediatamente (pneumotórax hipertensivo).

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## 5. Fraturas e Imobilizações

### 5.1 Sinais de fratura

- Dor intensa e localizada
- Deformidade visível ou ângulo anormal
- Incapacidade de mover o membro
- Crepitação (sensação/rangido de osso roçando — **não teste deliberadamente**)
- Inchaço rápido e equimose (roxo) na região
- Osso exposto (fratura exposta — emergência cirúrgica)

### 5.2 Imobilização básica — Tala

**Princípio:** imobilize a articulação **ACIMA** e **ABAIXO** da fratura.

**Materiais para tala:**
- Tábuas, varas, galhos retos, papelão grosso, jornal enrolado, revista dobrada
- Amarras: tiras de pano, ataduras, cintos, cadarços, cipó

**Procedimento:**
1. Remova anéis, pulseiras e relógios do membro afetado (inchaço os tornará garrotes).
2. Acolchoe a tala com pano, algodão ou musgo — especialmente sobre proeminências ósseas (tornozelos, joelhos, punhos).
3. Amarre a tala FIRME, mas sem cortar a circulação. Verifique pulso distal e enchimento capilar (aperte a unha; deve voltar ao rosa em <2 segundos) a cada 15 min.
4. Fratura de fêmur exige tração (puxar o pé até o membro ficar alinhado, manter tração enquanto aplica tala longa da axila ao tornozelo).
5. Após imobilizar, aplique gelo/frio (20 min com pano entre gelo e pele, repita a cada 2 horas) para reduzir inchaço.

**Tipos de imobilização por região:**
| Região | Tipo de tala | Imobilizar articulações |
|---|---|---|
| Antebraço/punho | Tala em U (do cotovelo aos dedos) | Cotovelo + punho |
| Braço/úmero | Tala longa (ombro ao cotovelo) + tipóia | Ombro + cotovelo |
| Perna/canelas | 2 talas laterais (da coxa ao pé) | Joelho + tornozelo |
| Fêmur | Tração + tala longa (axila ao pé) | Quadril + joelho + tornozelo |
| Tornozelo/pé | Tala em L ou tala almofadada de jornal | Tornozelo |

### 5.3 Fratura de coluna — SUSPEITA ATÉ PROVAR O CONTRÁRIO

> ⚠️ Qualquer vítima de queda >2 m, acidente automobilístico, atropelamento ou trauma craniano tem **fratura de coluna até que se prove o contrário**. Movê-la incorretamente pode causar PARALISIA PERMANENTE.

- **NÃO** mova a vítima, a menos que o local represente perigo iminente (fogo, desabamento, afogamento).
- Mantenha cabeça, pescoço e tronco ALINHADOS.
- Se for obrigatório mover: **4–5 pessoas**. Uma pessoa dedicada exclusivamente a segurar a cabeça alinhada. Mova em bloco, como uma tábua, SEM torcer ou dobrar o tronco.
- Improvise um colar cervical com jornal dobrado e fita/atadura.

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## 6. Queimaduras

### 6.1 Classificação

| Grau | Aparência | Sensibilidade | Tempo de cura |
|---|---|---|---|
| 1º | Pele vermelha, seca, sem bolhas (ex.: queimadura solar) | Dolorosa | 3–7 dias |
| 2º superficial | Bolhas, pele úmida, vermelha | MUITO dolorosa | 1–3 semanas |
| 2º profunda | Bolhas, pele branca/marmórea, menos úmida | Menos dolorosa (terminações nervosas danificadas) | 3–6 semanas, possível cicatriz |
| 3º | Pele carbonizada, branca, coriácea, ou preta. **Não dói** (nervos destruídos). | Indolor | Não cicatriza sozinha — enxerto |

### 6.2 Tratamento imediato

1. **Esfrie a queimadura:** água corrente LIMPA em temperatura ambiente, NÃO gelada, por 10–20 minutos. O resfriamento tardio (até 3 horas após a queimadura) ainda reduz a profundidade da lesão.
2. **NÃO** aplique: manteiga, pasta de dente, borra de café, clara de ovo, óleo, gelo (dano adicional por congelamento). Todos são mitos perigosos.
3. Remova joias, anéis e roupas AO REDOR da queimadura (antes que o inchaço as transforme em torniquetes). NÃO remova tecido grudado na queimadura.
4. **NÃO** estoure bolhas — a pele intacta da bolha é a melhor proteção contra infecção. Se a bolha estourar sozinha, limpe com água limpa e sabão neutro, aplique antisséptico.
5. Cubra com curativo limpo e seco (gaze vaselinada é ideal, mas gaze seca serve). Troque diariamente.
6. Hidratação oral intensa (queimaduras desidratam).

### 6.3 Regra dos 9 (superfície corporal queimada)

| Parte do corpo | % no adulto |
|---|---|
| Cabeça e pescoço | 9% |
| Cada braço | 9% |
| Tronco (frente) | 18% |
| Tronco (costas) | 18% |
| Cada perna | 18% |
| Genitália | 1% |

- **Queimadura >15% em adulto (>10% em criança):** emergência — risco de choque hipovolêmico. Hidratação oral (soro caseiro, ver seção de desidratação) ou intravenosa se disponível. Evacuar.
- **Queimadura de face, mãos, pés, genitália ou articulações:** sempre requer cuidado médico avançado.
- **Queimadura circunferencial de tórax ou membro:** pode agir como torniquete conforme incha. Pode exigir escarotomia (procedimento médico — NÃO faça sem treinamento).

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## 7. Desidratação e Soro de Reidratação Oral (SRO)

> A desidratação por diarreia e vômitos é uma das principais causas de morte em situações sem assistência médica — e é **facilmente tratável** com SRO caseiro.

### 7.1 Sinais de desidratação

| Leve a moderada | Grave (emergência) |
|---|---|
| Sede | Sede extrema ou ausente |
| Boca e língua secas | Mucosas muito secas, olhos fundos |
| Urina escura e escassa | Sem urina por >8 horas |
| Pulso um pouco acelerado | Pulso muito rápido e fino |
| Pele com turgor diminuído (sinal da prega: beliscar pele do abdômen — volta lentamente) | Sinal da prega muito lento (>2 seg) |
| Fontanela (moleira) afundada em bebês | Letargia, confusão, coma |

### 7.2 SRO caseiro (fórmula OMS simplificada)

**Soro oral — receita de emergência:**
- 1 litro de **água tratada** (fervida e resfriada; ver [[03_agua]])
- 6 colheres de chá rasas de **açúcar** (≈ 20 g)
- ½ colher de chá de **sal** (≈ 3,5 g)

Misture bem. Administre em pequenos goles frequentes:
- Adulto: 200–400 mL após cada evacuação diarreica
- Criança: 50–100 mL após cada evacuação
- Bebê: 5–10 mL (1–2 colheres de chá) a cada 5–10 minutos

> ⚠️ **NÃO** use a colher de chá "cheia" ou "de cozinha" — a proporção sal/açúcar/glicose é crítica. Muito sal piora a desidratação. Muito pouco açúcar reduz a absorção. Use colheres-medida ou pese se possível.

**Alternativas sem açúcar refinado:**
- Água de arroz (cozinhar arroz em excesso de água, coar, adicionar ½ colher de chá de sal/L)
- Água de coco verde (naturalmente rica em eletrólitos — pode substituir parcialmente o SRO)
- Canja/sopa rala levemente salgada

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## 8. Infecções e Antibioticoterapia de Emergência

> ⚠️ Esta seção é a MAIS PERIGOSA deste guia. O uso incorreto de antibióticos causa:
> - Reações alérgicas graves (anafilaxia)
> - Resistência bacteriana (tornando infecções futuras intratáveis)
> - Efeitos colaterais graves (lesão renal, hepática, surdez)
> - Morte por erro de dosagem
> Use antibióticos apenas quando CLARAMENTE necessários e com a MAIOR PRECAUÇÃO POSSÍVEL.

### 8.1 Quando suspeitar de infecção bacteriana grave

Sinais de infecção que justificam antibióticos:
- Febre >38,5°C persistente por >48 horas
- Pus, abscesso ou celulite que se expande (vermelhidão que AVANÇA)
- Linfangite (linha vermelha subindo pelo braço/perna a partir do ferimento — sinal de infecção se espalhando — ⚠️ emergência: pode evoluir para sepse)
- Tosse com catarro verde/amarelo/marrom + febre
- Disúria ardente + urina turva/sanguinolenta (infecção urinária)
- Diarreia com sangue/muco + febre (disenteria)

### 8.2 Antibióticos naturais (com eficácia documentada)

| Agente natural | Uso | Preparo | Evidência |
|---|---|---|---|
| **Alho** (*Allium sativum*) | Antibacteriano, antiviral, antifúngico leve. Infecções respiratórias, intestinais, feridas. | Cru: 2–4 dentes/dia amassados (alicina é o princípio ativo e se degrada com o calor). Macerado: 5 dentes em 100 mL de água, deixar 6h, aplicar em feridas. | Forte (in vitro e alguns estudos clínicos). |
| **Mel** (não pasteurizado) | Antibacteriano tópico em feridas, queimaduras, infecções de garganta. | Aplicar direto no ferimento, cobrir com gaze. Oral: 1 colher de sopa puro, dissolvendo na boca para dor de garganta. | Muito forte (uso tópico). Eficaz contra *Staphylococcus aureus* incluindo MRSA. |
| **Própolis** (resina de abelhas) | Antibacteriano, antiviral, antifúngico. Garganta, boca (aftas, gengivite), feridas. | Tintura: 30 g de própolis bruta em 100 mL de álcool 70% por 15 dias, agitar diariamente. Diluir 20 gotas em água para gargarejo. | Moderada a forte. |
| **Cúrcuma/Açafrão-da-terra** (*Curcuma longa*) | Anti-inflamatório, antibacteriano leve. Feridas, infecções de pele. | Pasta: pó de cúrcuma + água (ou mel) para aplicar em feridas. Oral: 1 colher de chá em leite ou água morna, 2x/dia. | Moderada. |
| **Gengibre** (*Zingiber officinale*) | Anti-inflamatório, antibacteriano leve. Infecções respiratórias, náusea. | Chá: 2–3 cm de raiz fresca ralada em água fervente, 5–10 min. Até 3x/dia. | Moderada. |
| **Óleo de melaleuca** (tea tree) | Antibacteriano, antifúngico tópico. **USO EXTERNO APENAS**. | Diluir 2–3 gotas em 1 colher de óleo carreador (coco, oliva). Aplicar em feridas e micoses. | Forte (tópico). ⚠️ VERIFICAR disponibilidade regional. Não ingerir. |
| **Equinácea** (*Echinacea purpurea*) — cultivável no RS | Imunoestimulante. Prevenção e tratamento precoce de resfriados/infecções respiratórias. | Chá de raiz ou folhas: 1 colher de chá seca/ xícara, 3x/dia. Tintura (raiz fresca em álcool 50%): 30 gotas 3x/dia. | Moderada. |
| **Cravinho/ Cravo-da-índia** (*Syzygium aromaticum*) | Antibacteriano, analgésico tópico (eugenol). Dor de dente, infecções bucais. | Óleo essencial (se disponível): 1 gota no dente dolorido (⚠️ NÃO ingerir — tóxico em quantidade). Cravo inteiro mascado perto do dente. | Forte para uso tópico/bucal. |

### 8.3 Tratamento de feridas infectadas sem antibióticos orais

1. **Drenagem de abscesso:** compressa morna por 20 min, 3–4x/dia. Quando o abscesso "apontar" (ponta branca/amarela), faça uma pequena incisão com lâmina limpa (fervida/flambada) no ponto mais fino. Drene o pus. Lave abundantemente com água limpa. NÃO feche — deixe cicatrizar de dentro para fora.
2. **Curativo úmido-seco:** gaze úmida em contato com o ferimento, gaze seca por cima. Ao secar, a gaze úmida gruda no tecido necrosado. Ao trocar (24h depois), arranca o tecido morto. Doloroso mas eficaz para desbridamento.
3. **Elevação + calor:** elevar o membro infectado reduz edema e melhora a circulação. Compressas mornas aumentam o fluxo sanguíneo local (transporta células de defesa).

> ⚠️ Sinais de que a infecção está VENCENDO seus esforços e você precisa de ajuda médica URGENTE: febre >39°C com calafrios/tremores, confusão mental, linha vermelha ascendente (linfangite), necrose que avança apesar do desbridamento, pus fétido com gás nos tecidos (crepitação sob a pele = gangrena gasosa = ⚠️ EMERGÊNCIA CIRÚRGICA).

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## 9. Doenças Comuns e Seu Manejo

### 9.1 Doenças diarreicas (gastroenterites)

| Causa provável | Características | Tratamento de suporte |
|---|---|---|
| Viral (rotavírus, norovírus) | Diarreia aquosa, vômitos, febre baixa, duração 2–5 dias | SRO (hidratação), dieta leve (água de arroz, banana, canja) |
| Bacteriana leve (*E. coli*, Salmonella) | Diarreia com cólica, febre moderada, pode ter sangue | SRO, repouso. Evitar antidiarreicos (loperamida) — prender as bactérias no intestino piora a infecção |
| Disenteria (Shigella, *E. coli* enteroinvasiva) | MUITAS evacuações pequenas, sangue/muco/pus, febre alta, dor intensa para evacuar (tenesmo) | SRO agressivo + antibiótico se disponível. ⚠️ Perigosa — desidrata rápida. |
| Cólera | "Água de arroz" (diarreia líquida esbranquiçada), vômitos em jato, desidratação FULMINANTE | SRO MASSIVO. Sem tratamento, mata em horas. **⚠️ Cólera já foi registrada no Brasil, inclusive no Sul — surtos são raros mas possíveis pós-enchente.** |

### 9.2 Infecções respiratórias

| Condição | Sintomas | Manejo |
|---|---|---|
| Resfriado comum | Coriza, espirros, dor de garganta leve, sem febre ou febrícula | Repouso, hidratação, chá de gengibre + mel, inalação de vapor (panela com água quente + toalha na cabeça, 10 min) |
| Gripe/Influenza | Febre alta (>38,5°C), dor no corpo (mialgia), dor de cabeça, tosse seca, prostração | Repouso absoluto, hidratação, antitérmicos se disponíveis (paracetamol preferível). Inalação de vapor. ⚠️ Gripe pode evoluir para pneumonia — observe sinais de piora |
| Sinusite bacteriana | Dor facial/pressão nos seios da face, catarro verde/amarelo espesso >7 dias, febre | Vapor + lavagem nasal com soro (1 colher de chá de sal + ½ colher de bicarbonato em 500 mL de água morna fervida) |
| Pneumonia | Tosse com catarro colorido, febre alta, dor torácica ao respirar (pleurisia), falta de ar, frequência respiratória >24/min | ⚠️ Grave. Antibiótico se disponível. Posição semi-sentada. Hidratação. Se cianose (lábios/ unhas azulados) → emergência extrema |
| Bronquite aguda | Tosse produtiva, sibilos (chiado no peito), febre baixa | Vapor, hidratação, mel (acalma tosse), evitar fumaça/frio |

### 9.3 Febre — Manejo

**Febre NÃO é inimiga** — é o mecanismo de defesa do corpo. A maioria das febres virais é autolimitada (3–5 dias).

**Quando tratar a febre:**
- Adulto: >39,5°C ou desconforto intenso
- Criança: >38,5°C ou história de convulsão febril

**Métodos físicos (sem medicamentos):**
- Compressas MORNAS (NUNCA frias/geladas — causam tremor e vasoconstrição, que AUMENTAM a temperatura central) na testa, axilas e virilhas
- Banho morno (água ~2°C abaixo da temperatura corporal)
- Hidratação abundante

**Plantas antipiréticas (baixam febre):**
- Chá de **salgueiro** (*Salix* spp.): casca do salgueiro contém salicina, precursora do ácido acetilsalicílico (Aspirina). 1–2 colheres de chá de casca seca/ xícara de água fervente, 10 min. Até 3x/dia. ⚠️ MESMAS contraindicações da aspirina: não usar em crianças (Síndrome de Reye), gestantes, pessoas com úlcera gástrica.

### 9.4 Doenças transmitidas por vetores no RS

| Doença | Vetor | Sintomas | Prevenção |
|---|---|---|---|
| **Dengue** | *Aedes aegypti* (mosquito diurno) | Febre alta súbita, dor atrás dos olhos (retro-orbitária), dor muscular e articular intensa ("febre quebra-ossos"), manchas vermelhas na pele. ⚠️ Sinais de alarme (dengue hemorrágica): dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, letargia. | Eliminar água parada. Repelente (citronela, óleo de neem diluído). Mosquiteiro. Usar roupas compridas em áreas de risco. |
| **Leptospirose** | Urina de rato em água de enchente | Febre, dor muscular intensa (principalmente **panturrilhas**), dor de cabeça, icterícia. ⚠️ PODE SER FATAL — dano hepático e renal. | **NÃO entrar em água de enchente** sem botas. Lavar pele após contato. **⚠️ Endêmica em Porto Alegre e cidades do RS.** |
| **Doença de Lyme-símile** (borreliose brasileira) | Carrapato-estrela (*Amblyomma*) | Eritema migrans (mancha vermelha que expande ao redor da picada), febre, fadiga, dores articulares. ⚠️ VERIFICAR — diagnóstico controverso no Brasil. | Remover carrapatos em <24h (puxar com pinça pela cabeça, NÃO esmagar). |
| **Febre maculosa** | Carrapato-estrela | Febre alta, manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos que se espalham, dor de cabeça intensa. ⚠️ GRAVE — alta letalidade se não tratada. | Remover carrapatos rapidamente. Evitar áreas com infestação conhecida. |

### 9.5 Hipotermia — Relevante no inverno gaúcho

Com temperaturas de 0–5°C e alta umidade (fator de resfriamento pelo vento), a hipotermia é um risco real no RS, especialmente para pessoas desabrigadas, molhadas ou desnutridas.

| Fase | Temperatura central | Sintomas |
|---|---|---|
| Leve | 35–32°C | Tremores intensos, mãos rígidas/dormentes, raciocínio lento |
| Moderada | 32–28°C | Tremores param (⚠️ sinal perigoso), confusão, fala arrastada, sonolência |
| Grave | <28°C | Inconsciência, pulso quase imperceptível, risco de parada cardíaca |

**Tratamento:**
1. Remova roupas molhadas. Vista roupas secas, isole do chão frio (coloque cobertor/papelão/isopor sob o corpo).
2. Aqueça o TRONCO primeiro (tórax, abdômen, axilas, virilha) — NÃO as extremidades (desvia sangue frio para o coração, podendo causar arritmia fatal — "afterdrop").
3. Ofereça bebidas QUENTES e doces (se consciente e capaz de engolir).
4. Contato pele a pele com outra pessoa é o método mais eficaz em ambiente sem recursos.
5. **NÃO** esfregue a pele (risco de queimadura por fricção + desvio de sangue frio).
6. **NÃO** dê álcool (vasodilatação periférica acelera perda de calor).

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## 10. Acidentes com Animais Peçonhentos (RS)

### 10.1 Serpentes peçonhentas do RS

| Espécie (nome popular) | Gênero | Veneno | Efeitos principais |
|---|---|---|---|
| **Jararaca** (várias espécies: jararaca-comum, jararaca-pintada, urutu-cruzeiro) | *Bothrops* | Proteolítico, hemorrágico, coagulante | Dor e inchaço intensos e progressivos no local da picada, bolhas hemorrágicas, sangramentos (gengivas, urina), necrose local. ⚠️ 90% dos acidentes ofídicos no Brasil. |
| **Cascavel** (cascavel-sul-americana) | *Crotalus* | Neurotóxico, miotóxico, coagulante | Visão turva/diplopia, ptose palpebral (pálpebra caída), dor muscular generalizada, urina escura (mioglobinúria). Dor local LEVE (diferente da jararaca). |
| **Coral verdadeira** | *Micrurus* | Neurotóxico | Pouca dor local, mas fraqueza muscular progressiva, ptose palpebral, dificuldade de engolir e respirar → **paralisia respiratória**. ⚠️ Pode levar horas para surgir. |

> ⚠️ **Como diferenciar coral verdadeira da falsa:** NÃO existe regra simples e segura (cores, anéis, etc.). A falsa coral é inofensiva, mas a verdadeira é potencialmente fatal. Na dúvida, **trate SEMPRE como coral verdadeira**.

### 10.2 Primeiros socorros para picada de cobra

1. **Mantenha a vítima CALMA e IMÓVEL** — movimento acelera a absorção do veneno pelo sistema linfático.
2. Deite a vítima. Mantenha o membro picado ABAIXO do nível do coração.
3. Remova anéis, pulseiras, relógios do membro (inchaço).
4. Lave o local com água e sabão.
5. Transporte para atendimento médico (soro antiofídico).

**O que NUNCA fazer:**
- ❌ Torniquete ou garrote (isquemia + concentração do veneno no membro = necrose garantida)
- ❌ Cortar/sugar o local da picada (infecção + não remove veneno significativo)
- ❌ Aplicar substâncias no local (folhas, pó de café, álcool, querosene)
- ❌ Oferecer álcool à vítima

### 10.3 Aranha-marrom (*Loxosceles*) — MUITO comum no RS

A aranha-marrom é pequena (1–3 cm), marrom uniforme, com marca em forma de violino no cefalotórax. **NÃO é agressiva** — pica quando comprimida contra o corpo (roupas, calçados, lençóis).

**Sintomas da picada:**
- A picada é indolor nas primeiras horas (⚠️ isso é perigoso — a vítima não percebe).
- 6–12 horas depois: dor intensa, inchaço, vermelhidão e bolha no local.
- 24–48 horas: **lesão necrótica** (pele escurece e morre, formando úlcera de difícil cicatrização).
- Forma cutâneo-visceral (rara): hemólise, icterícia, insuficiência renal aguda. ⚠️ PODE SER FATAL.

**Tratamento:**
- Lavar o local com água e sabão.
- Compressa fria (reduz inflamação e dor).
- Procurar atendimento médico (soro anti-aracnídico se forma cutâneo-visceral).
- ⚠️ Se possível, capture a aranha para identificação (soro é específico).

### 10.4 Aranha-armadeira (*Phoneutria*)

Grande (até 15 cm de pernas), pernas articuladas, atitude agressiva (levanta as patas dianteiras). **Dor INTENSA e IMEDIATA** (diferente da aranha-marrom). Pode causar priapismo em homens. Tratamento: lavar + compressa fria + atendimento médico.

### 10.5 Escorpiões no RS

O **escorpião-amarelo** (*Tityus serrulatus*) está expandindo sua distribuição para o Sul do Brasil. Picada dolorosa imediatamente. Em crianças e idosos: risco de vômitos, taquicardia, dificuldade respiratória. ⚠️ Emergência pediátrica — pode ser fatal em <7 anos. Tratamento: compressa fria + atendimento médico.

### 10.6 Lagarta (*Lonomia*)

Lagartas do gênero *Lonomia* (ocorrem no RS) possuem espinhos com veneno que causa **síndrome hemorrágica** — sangramento generalizado (gengivas, urina, hematomas espontâneos) que pode ser fatal. ⚠️ Múltiplas lagartas juntas (colônias em troncos de árvores). Encostar em várias ao mesmo tempo aumenta o risco. Lavar o local e procurar atendimento com urgência.

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## 11. Plantas Medicinais do Sul do Brasil

> ⚠️ **Aviso fundamental sobre plantas medicinais:**
> - Plantas medicinais SÃO medicamentos — têm princípios ativos, efeitos colaterais, contraindicações e interações.
> - Dosagem errada pode ser tóxica ou letal.
> - Identificação incorreta da planta pode matar.
> - Gestantes e lactantes: MUITAS plantas medicinais são ABORTIVAS ou passam para o leite. Consulte fontes específicas.
> - Este é um guia de PRIMEIRA LINHA. Para aprofundamento, veja [[Guia de plantas medicinais do Sul do Brasil]].

| Planta | Nome científico | Uso principal | Preparo e dosagem | Contraindicações |
|---|---|---|---|---|
| **Marcela / Macela** | *Achyrocline satureioides* | Digestivo, anti-inflamatório intestinal, calmante leve. Tradicional no chimarrão gaúcho. | Infusão: 1 colher de sopa de flores secas/ xícara, 5–10 min. Até 3x/dia. | ⚠️ Gestantes (efeito emenagogo — estimula menstruação). |
| **Carqueja** | *Baccharis trimera* | Digestivo, hepatoprotetor, tônico amargo. Problemas de fígado e vesícula. | Decocção (ferver): 1 colher de sopa de folhas secas/ xícara, ferver 5 min. Até 3x/dia. | Gestantes, hipotensão (abaixa pressão). Uso prolongado pode irritar mucosa gástrica. |
| **Espinheira-santa** | *Maytenus ilicifolia* | Úlcera gástrica, gastrite, azia. Um dos antiulcerosos naturais mais estudados. | Decocção: 1 colher de sopa de folhas secas/ xícara, ferver 5 min. Até 3x/dia, ANTES das refeições. | Gestantes e lactantes (reduz produção de leite). |
| **Guaco** | *Mikania glomerata* | Expectorante, broncodilatador. Tosse, bronquite, chiado no peito. | Infusão: 1 colher de sopa de folhas frescas picadas/ xícara, 10 min. Até 3x/dia. | ⚠️ Altas doses (>4 xícaras/dia) podem causar vômitos, diarreia e taquicardia. Contraindicado em uso de anticoagulantes. |
| **Hortelã** | *Mentha* spp. | Digestivo, antiespasmódico (cólicas), descongestionante nasal. | Infusão: folhas frescas, 5–10 min. Livre. | Bebês e crianças pequenas (mentol pode causar espasmo de glote em <2 anos). |
| **Boldo** (boldo-do-chile, boldo-brasileiro) | *Peumus boldus* ou *Plectranthus barbatus* | Digestivo, hepatoprotetor, ressaca, má digestão. | Infusão de folhas frescas: 1 folha/ xícara (boldo brasileiro), 5 min. ⚠️ Boldo-do-chile: 1 g de folhas secas/ xícara. | ⚠️ **Boldo-do-chile** contém alcaloides hepatotóxicos em altas doses — NÃO exceder 1 g de folha seca/dia. Contraindicado em doenças hepáticas graves, gestantes, obstrução biliar. |
| **Camomila** | *Matricaria chamomilla* | Calmante, digestivo, anti-inflamatório leve. Cólica menstrual e intestinal. | Infusão: 1 colher de sopa de flores/ xícara, 5–10 min. Até 4x/dia. | Alérgicos a plantas da família Asteraceae (margarida, girassol, ambrósia). |
| **Erva-cidreira / Melissa** | *Melissa officinalis* | Calmante, ansiolítico, antiviral (herpes labial). | Infusão: folhas frescas, 10 min. Até 3x/dia. Compressa para herpes. | Hipotireoidismo (pode interferir com hormônio tireoidiano — ⚠️ VERIFICAR). |
| **Capim-limão / Erva-príncipe** | *Cymbopogon citratus* | Calmante, digestivo, analgésico leve. | Decocção: folhas frescas picadas, ferver 10 min. Até 3x/dia. | ⚠️ Grandes doses podem causar hipotensão e bradicardia. |
| **Confrei** | *Symphytum officinale* | Cicatrizante tópico (consolidação de fraturas, feridas). **USO EXTERNO APENAS.** | Cataplasma de folhas amassadas ou pomada caseira (folhas cozidas em banha). | ⚠️ **PROIBIDO uso interno** — alcaloides pirrolizidínicos causam lesão hepática grave e câncer. Mantenha longe de crianças. |
| **Babosa / Aloe vera** | *Aloe vera* | Queimaduras, feridas, hidratante. **USO EXTERNO.** | Gel fresco da folha diretamente na pele. | ⚠️ **Uso interno não é seguro** — efeito laxante forte, irritação intestinal, nefrotoxicidade potencial. |
| **Quebra-pedra** | *Phyllanthus niruri* | Cálculo renal, infecção urinária leve. | Decocção: 1 colher de sopa da planta seca/ xícara, 5 min. Até 3x/dia. | Gestantes. Não substitui intervenção para cálculos obstrutivos grandes. |
| **Mil-folhas / Novalgina** | *Achillea millefolium* | Anti-inflamatório, analgésico, antiespasmódico (cólicas menstruais), cicatrizante tópico. | Infusão: 1 colher de sopa de folhas e flores/ xícara, 10 min. Até 3x/dia. | Gestantes (abortivo), alérgicos a Asteraceae. |

### 11.1 Formas de preparo

| Forma | Como fazer | Dosagem típica |
|---|---|---|
| **Infusão** (chá por infusão) | Água recém-fervida sobre a planta em recipiente tampado. 5–15 min. Usar para folhas, flores, partes tenras. | 1 colher de sopa de planta seca ou 2 colheres de fresca por xícara (200 mL) |
| **Decocção** (chá por fervura) | Planta em água fria. Levar ao fogo. Ferver 5–15 min. Usar para cascas, raízes, sementes, partes duras. | Mesma proporção da infusão. |
| **Maceração** (a frio) | Planta em água fria, 8–12 horas (geralmente noturna). Para plantas que perdem princípios ativos com calor (ex.: malva para gargarejo). | 2 colheres de sopa de planta fresca por xícara |
| **Tintura** (extração alcoólica) | Planta fresca picada em vidro. Cobrir com álcool 40–70% (vodka, cachaça, álcool de cereais). 15–30 dias no escuro, agitar diariamente. Coar. | 20–40 gotas diluídas em água, 2–3x/dia. Dura anos. |
| **Cataplasma** (uso tópico) | Planta fresca amassada até formar pasta. Aplicar diretamente na pele (feridas, contusões, inflamações). | Trocar a cada 4–6 horas |
| **Xarope** (para tosse) | Decocção concentrada da planta + açúcar ou mel (proporção 1:1 de líquido para açúcar). Ferver até engrossar levemente. | 1 colher de sopa, 3–4x/dia |

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## 12. Odontologia de Emergência

### 12.1 Dor de dente

| Causa provável | Como identificar | Tratamento de emergência |
|---|---|---|
| Cárie superficial | Dor ao doce, frio. Passa rápido após remover estímulo. | Limpeza do dente. Evitar açúcar. Bochecho com água salgada morna. |
| Cárie profunda / pulpite | Dor espontânea, latejante, que piora à noite, pode irradiar. Frio e calor doem, dor persiste. | **Analgésico** (cravo-da-índia mascado no local; óleo de cravo: 1 gota). ⚠️ Se tem abscesso (inchaço na gengiva), ver abaixo. |
| Abscesso dentário | Inchaço visível na gengiva (caroço/bolinha amarela ou vermelha), dente "crescido" (sensação de dente mais alto), dor pulsátil, pode ter febre. | ⚠️ **Emergência.** Drenar abscesso: se há ponto flutuante, perfure com agulha limpa (flambada) para drenar pus. Bochechos com água salgada morna a cada 2 horas. Antibiótico se disponível. ⚠️ Abscesso não tratado pode evoluir para infecção generalizada (Angina de Ludwig, sepse). |

### 12.2 Dente quebrado ou arrancado (avulsão)

- Se o dente saiu inteiro: lave delicadamente (segure pela coroa, NÃO pela raiz). Reimplante no alvéolo IMEDIATAMENTE (ideal: <30 minutos — quanto mais rápido, maior a chance de sobrevivência do ligamento periodontal). Mordida em gaze/pano para estabilizar.
- Se não puder reimplantar: armazene o dente em leite, saliva da própria pessoa, soro fisiológico ou, em último caso, água limpa. Leve a pessoa e o dente para atendimento odontológico.
- Dente permanente arrancado em criança: reimplante (dente decíduo/de leite NÃO se reimplanta — risco de danificar o germe do dente permanente).
- Dente quebrado (sem expor polpa — sem sangramento visível): cubra a borda cortante com cera de abelha ou goma de mascar sem açúcar para proteger língua/bochecha.

### 12.3 Extração dentária de emergência (apenas em último caso)

> ⚠️ Extrair um dente é um procedimento cirúrgico com risco de hemorragia, infecção, fratura de mandíbula e lesão de nervo. Só extraia se: dor incontrolável + abscesso recorrente + impossibilidade absoluta de atendimento odontológico.

1. Anestesia local (lidocaína 2% com vasoconstritor adrenalina, 1–2 mL infiltrada na gengiva vestibular e lingual do dente). Sem anestésico, o procedimento é extremamente doloroso e arriscado (desmaio, choque por dor).
2. Descole a gengiva ao redor do dente com instrumento rombo (sindesmótomo improvisado: espátula de cutícula metálica limpa).
3. Aplique o fórceps (alicate de extração improvisado: alicate de ponta fina, limpo, flambado). Apoie as pontas na junção coroa-raiz, o mais apical possível.
4. Movimentos de LUXAÇÃO (balançar) — NUNCA de tração direta. Para dentes superiores: movimentos para vestibular (bochecha) e palatino (céu da boca). Para inferiores: vestibular e lingual.
5. Quando o dente estiver solto, gire levemente e tracione para fora.
6. Comprima o alvéolo com gaze por 15–20 minutos para formar coágulo.
7. **NÃO** bocheche nas primeiras 24 horas (remove o coágulo = alvéolo seco, dolorosíssimo).
8. Alimentação líquida/pastosa fria por 48 horas.

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## 13. Parto de Emergência

> ⚠️ A maioria absoluta dos partos ocorre sem complicações quando a gestação foi saudável e a mãe está em boas condições. O papel do socorrista em parto de emergência é: **NÃO INTERFERIR**. O bebê nasce sozinho. Sua função é amparar e apoiar.

### 13.1 Sinais de trabalho de parto iminente

- Contrações rítmicas, regulares, com intervalos cada vez menores (<5 min entre elas, duração >45 seg)
- Rompimento da bolsa (saída de líquido claro pela vagina — "bolsa estourou")
- Sensação de pressão no reto / vontade de evacuar (bebê descendo)
- Visualização da cabeça do bebê na abertura vaginal (coroamento)

### 13.2 O que fazer

1. Prepare um ambiente LIMPO: lençóis ou panos limpos (fervidos, secos ao sol), água limpa, tesoura ou lâmina (fervida 15 min e guardada em pano limpo), gaze, toalhas para secar o bebê.
2. Lave suas mãos e antebraços com água limpa e sabão. Se disponível, álcool 70%.
3. Posicione a mãe confortavelmente (cócoras, semi-sentada, ou deitada de lado). Deixe-a seguir seus instintos.
4. **NÃO** puxe o bebê. **NÃO** force a saída. Apenas ampare e apoie o períneo (pele entre vagina e ânus) com pano limpo para evitar laceração.
5. Quando a cabeça sair, verifique se o cordão umbilical está enrolado no pescoço. Se estiver frouxo, passe-o por sobre a cabeça. Se estiver apertado, clampeie e corte imediatamente (ver passo 9).
6. Aguarde a rotação natural e saída dos ombros (primeiro o superior, depois o inferior). Ampare o bebê — ele está escorregadio.
7. **LIMPE A BOCA E O NARIZ DO BEBÊ** com gaze ou pano limpo. Esfregue as costas do bebê com a toalha para estimular o choro (expande os pulmões).
8. Se o bebê não chorar em 30 segundos: mais estímulo (esfregar costas e sola dos pés). Se ainda não chorar e estiver flácido/ azulado → ventilação de resgate (2 sopros suaves na boca e nariz). Se não houver batimentos → RCP neonatal.
9. **Corte do cordão umbilical** (espere 2–3 minutos, ou até o cordão parar de pulsar — transfere sangue rico em ferro da placenta para o bebê):
   - Amarre 2 nós bem apertados com fio LIMPO (algodão fervido) no cordão: um a ~10 cm da barriga do bebê, outro a ~15 cm.
   - Corte o cordão ENTRE os dois nós com lâmina/tijela LIMPAS.
   - NÃO puxe o cordão para remover a placenta — ela sairá sozinha em 10–30 minutos.
10. **Deiscência da placenta:** a placenta sai espontaneamente. Massagear o fundo do útero (barriga) ATRÁS DO útero (não empurrar para baixo) ajuda a contrair e expelir. A placenta deve sair INTEIRA — examine se está completa. Retenção de fragmentos causa hemorragia pós-parto.
11. **Hemorragia pós-parto:** se o útero estiver flácido ("amolecido") e houver sangramento intenso → massageie o fundo do útero FIRMEMENTE até contrair (fica duro como uma bola). Coloque o bebê para mamar imediatamente (sucção libera ocitocina — contrai o útero).

> ⚠️ Sinais que exigem EVACUAÇÃO URGENTE para recurso médico (você não pode resolver):
> - Trabalho de parto >12 horas sem progressão (bebê não desce)
> - Apresentação pélvica (pés ou nádegas primeiro — alto risco de cabeça derradeira)
> - Prolapso de cordão umbilical (cordão sai antes do bebê — comprimido → bebê sem oxigênio)
> - Hemorragia pré-parto (placenta prévia)
> - Eclâmpsia (convulsões na gestante — ⚠️ risco de vida)
> - Febre durante o trabalho de parto (infecção amniótica)

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## 14. Kit de Primeiros Socorros Essencial

Monte ANTES de precisar:

### Material de uso geral
- [ ] Tesoura de ponta romba (cortar roupa, curativos)
- [ ] Pinça (remoção de farpas, corpos estranhos, carrapatos)
- [ ] Termômetro clínico (analógico — não depende de bateria)
- [ ] Luvas descartáveis (mínimo 5 pares)
- [ ] Máscara facial para RCP (se disponível; improvisar com pano)

### Curativos e bandagens
- [ ] Gazes estéreis (vários tamanhos)
- [ ] Ataduras de crepom (10 e 15 cm)
- [ ] Bandagem triangular (tipóia, torniquete improvisado)
- [ ] Fita adesiva microporosa (esparadrapo)
- [ ] Fio de sutura + agulha curva (para emergência extrema)

### Antissépticos e medicamentos tópicos
- [ ] Álcool 70% (limpeza de pele íntegra e instrumentos)
- [ ] Povidona-iodo tópico (PVPI) / iodo
- [ ] Água oxigenada 10 volumes (limpeza de feridas, removedor de crostas)
- [ ] Soro fisiológico 0,9% (irrigação de feridas e olhos)
- [ ] Mel puro (antibacteriano tópico em feridas)

### Medicamentos orais (se disponíveis legalmente)
- [ ] Paracetamol 500 mg (analgésico, antitérmico — preferível ao ibuprofeno em dengue)
- [ ] Ibuprofeno 400–600 mg (anti-inflamatório, analgésico)
- [ ] Dipirona 500 mg (analgésico, antitérmico — comum no Brasil)
- [ ] Anti-histamínico (loratadina 10 mg) para alergias
- [ ] Carvão ativado (intoxicações orais — 1 g/kg de peso)
- [ ] Sais de reidratação oral (envelopes prontos da OMS)

### Imobilização e outros
- [ ] Talas maleáveis (jornais, revistas para improvisar)
- [ ] Cobertor térmico (alumínio, isola calor corporal)
- [ ] Sacos plásticos limpos (curativo oclusivo, proteção)
- [ ] Lanterna (examinar garganta, pupilas)
- [ ] Manual de primeiros socorros impresso (este guia)

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## 15. Tabela Rápida de Emergências

| Situação | Primeira ação imediata | Próximo passo |
|---|---|---|
| Vítima inconsciente, não respira, sem pulso | RCP (compressões torácicas) | Continuar até reagir ou exaustão |
| Hemorragia externa grave | Pressão direta no ferimento com pano limpo | Torniquete se incontrolável (anote horário) |
| Choque (pálido, pulso rápido, confuso) | Deitar, pernas elevadas, manter aquecido | Hidratação oral se consciente (soro) |
| Fratura exposta | Imobilizar articulações acima e abaixo | Curativo estéril sobre osso exposto. NÃO reduzir. |
| Queimadura | Água corrente 10–20 min | Curativo seco. NÃO estourar bolhas. |
| Picada de jararaca (cobra) | Vítima imóvel, membro abaixo do coração | Levar para soro antiofídico. SEM torniquete. |
| Picada de aranha-marrom | Lavar, compressa fria | Observar por 24–48h (necrose tardia) |
| Engasgo total (não tosse, não fala) | Manobra de Heimlich (compressões abdominais) | Se desmaiar → RCP |
| Desidratação (diarreia/vômitos) | SRO em pequenos goles frequentes | Se não melhorar em 24h: risco de morte |
| Hipotermia | Remover roupas molhadas, aquecer TRONCO | Bebidas quentes e doces se consciente |
| Convulsão | Proteger cabeça, NÃO segurar nem colocar nada na boca | Lateralizar após término (evitar aspiração) |
| Parto iminente | Amparar bebê, NÃO puxar | Limpar boca/nariz → cortar cordão (após parar de pulsar) |

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## Fontes para Aprofundar

- **Hesperian Health Guides** — *"Where There Is No Doctor"* (Werner, D.) e *"Where There Is No Dentist"* (Dickson, M.). Disponíveis gratuitamente para download em PDF e via Kiwix. São os manuais de referência MUNDIAL para saúde em ambientes sem médico.
- **Cruz Vermelha Brasileira** — Manuais de Primeiros Socorros. Disponíveis em PDF.
- **Manual MSD (Merck)** — Versão para profissionais e versão para famílias. Abrangente. ⚠️ VERIFICAR disponibilidade offline.
- **OMS — Model List of Essential Medicines** (lista de medicamentos essenciais para atendimento básico).
- **Lorenzi, H. & Matos, F. J. A.** — *Plantas Medicinais no Brasil: Nativas e Exóticas* (Instituto Plantarum). Catálogo extenso com identificação, fotos, princípios ativos e usos.
- **Simões, C. M. O. et al.** — *Farmacognosia: da Planta ao Medicamento* (UFRGS). Referência acadêmica brasileira sobre plantas medicinais.
- **Ministério da Saúde — Manual de Diagnóstico e Tratamento de Acidentes por Animais Peçonhentos** (FUNASA). PDF gratuito.
- **Ministério da Saúde — Guia de Vigilância Epidemiológica** (doenças de notificação, incluindo leptospirose, dengue, febre maculosa).
- **Sociedade Brasileira de Pediatria** — Manual de Primeiros Socorros para Pais e Cuidadores.

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## Tópicos Relacionados (Sugestão de Próximos Arquivos)

- [[Guia de plantas medicinais do Sul do Brasil — Identificação e dosagem]]
- [[Protocolos de emergência — RCP, hemorragia, choque, parto]]
- [[Farmacopeia natural — Antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios naturais]]
- [[Doenças tropicais e subtropicais — Diagnóstico e manejo no RS]]
- [[Odontologia de emergência — Extração e tratamento sem dentista]]

> Use `[[nome-do-arquivo]]` entre colchetes duplos para criar a página correspondente no Obsidian. Veja também: [[03_agua]] (hidratação, SRO, leptospirose em enchentes), [[02_alimentacao]] (plantas medicinais comestíveis, nutrição para recuperação), [[07_clima]] (previsão para prevenção de hipotermia/insolação), [[05_fogo_energia]] (esterilização de instrumentos, fervura de água para curativos), [[08_seguranca]] (prevenção de acidentes).
